quarta-feira, 9 de agosto de 2017

OLHA O NAPOLEÃO!


OLHA O NAPOLEÃO!



              Na ida:
              Todos - Olha o Napoleão! Olha o Napoleão!
              Eu - Onde? Onde?
              Todos - Ali, ali! Lá, lá! Aaah, passou...
              Alguém: Na volta, na volta.

              Na volta:
              Todos - Olha o Napoleão! Olha o Napoleão!
              Eu - Onde? Onde?
              Todos - Ali, ali! Lá, lá! Aaah, passou...

             

 
              ...
              Ah, Napoleão!
              Agora tu estás aqui bem pertinho,
              na Praça Tamandaré.
              Posso te ver sempre que eu quiser.
  
              Napoleão, eu te amo!
              Mas não conta prá ninguém, viu?






Choro de estrelas


ESTRELAS AO LONGE

Feliz o Sol, não está sozinho
Planetas e satélites ao seu redor
Aproveitam sua luz e seu calor
Sempre nos mesmos caminhos

Alegre a Lua, não pára quieta
Muda de fases numa rotina
Provoca marés e desatinos
Sempre cantada pelo poeta

Mesmo perdendo o juízo,
A Terra é só emoções
Apesar das transformações,
Já sediou o paraíso.

Tristes somos nós, estrelas longínquas
Aos olhos de todos parecemos unidas
Mas anos luz nos separam
Que ilusão, engana-os a perspectiva



Recebemos poemas apesar de tudo
Mas de longe, sem participar,
Cabe-nos ao menos enfeitar o mundo.


À luz do vento


À luz do vento

Qual alma inquieta
Latente à distância
Constante clamor 
Retorno à infância

O vento gelado por sobre a montanha
Desce estonteante qual brisa vazia 
A alma aquecida de amor aguardado
Aconchego de dor entranhado no dia

Curioso e profético o coração ofegante
Estranho ao andante estranho ao ninho
Exige carinho orquestra sinfônica
Em tudo que existe e que em nada persiste

A tocha vindoura de eterno fulgor
A menina suada cantando no frio
Dança, lamento, ausência de amor







QUERO ESCREVER


Quero escrever é querer escrever

com vontade ou sem vontade

porque tudo está ali

quase pronto

basta uma oportunidade.